O que Freud dizia sobre a Religião?

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January 11, 2017

Um vídeo breve mostrando um pouco do que Freud pensava das religiões.

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O que Freud dizia sobre a religião?

Freud e religião já são temas bem polêmicos separadamente, juntando os dois a coisa mais complicada ainda.

Freud nasceu de pais judeus, numa cidade com forte influência do Catolicismo, mas se tornou ateu. Durante toda vida ele estudou bastante religião e espiritualidade.

Em vários pontos do que ele escreveu, ele coloca a religião como uma neurose infantil, uma tentativa de controlar o complexo de Édipo, um meio de estruturar grupos sociais, uma tentativa de controlar ou conhecer o mundo exterior.

Algumas frases dele:

“A religião é a neurose obsessiva universal da humanidade. Como a neurose obsessiva das crianças, ela surgiu do “complexo de Édipo”, do relacionamento com pai.”
– Nosso Deus, a razão, atenderá todos esse desejos que a natureza a nós externa permita.”

Ele compara a ambivalência da criança em relação ao pai com a ambivalência do ser humano diante de Deus. Ao mesmo tempo em que existe o amor, existe o temor.

“Nosso conhecimento do patrimônio histórico de certas doutrinas religiosa aumenta nosso respeito por elas, mas não invalida a nossa proposta de que elas devem deixar de ser apresentadas como as razões para os preceitos da civilização.”

Ou seja, ele concorda com o respeito pelas religiões, mas discorda do uso delas como fundamento do comportamento humano.

“A religião, mesmo se ela chama a si mesma uma religião de amor,
deve ser dura e sem amor para aqueles que não pertencem a ela.”

“Desçam das alturas, seres humanos. Vocês não são tão grandes quanto pensam. Vocês tem que salvar a si mesmos de seus delírios. Vocês estão cheio de sexualidade. Vocês estão cheio de ódio, luxúria e inveja. Encarem a si mesmos. ”

Essa afirmação já gera um choque em muita gente hoje em dia, imagina isso há um século atrás, numa sociedade que exaltava a racionalidade e o autocontrole.

Quanto a moral sem religião:

“- A civilização está perpetuamente ameaçada de desintegração. As paixões instintivas são mais fortes que a razão. A civilização tem de utilizar esforços supremos a fim de estabelecer limites para os instintos agressivos do homem.”

Freud dizia que somos muito mais ‘animais em busca da satisfação dos instintos’ do que pensamos. E afirma que a repressão sexual, dentre outros tipos, causa neuroses, mas ele admitia que pro funcionamento da sociedade é necessário domar os instintos, e não sair fazendo o que dá vontade.