O Monstro e a Transmissão da Violência

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March 9, 2015
O Monstro e a Transmissão da Violência

1 a 2 covardiaA violência é um tema que perpassa nossos dias, mas que provavelmente sempre atravessou a história da sociedade. Durante gerações, a violência mudou de formas expressivas e de contextos socialmente aceitos para outros, de um grupo social para outro, mas nunca deixou de existir. Em muitas de suas formas de expressão é possível que a violência resulte em assassinato. Esse ato carrega em si sentimentos como raiva, desejo de vingança e aniquilação do outro, diretamente ou indiretamente ligados à vítima. O autor desse tipo de violência – o assassino – geralmente é visto como um monstro. Porém, a violência só pode ser estudada de forma multidisciplinar, pois são vinculados à violência alguns conceitos culturais, problemas de ordem social e econômica, além das psicopatologias individuais, sendo que ela pode ser perpetuada e tomar para si outros modos de se colocar ao longo das gerações e das relações, instituindo formas de se relacionar com o outro e com a vida. Mas o que leva um indivíduo a cometer o assassinato? Qual a história social e familiar por trás disso? Este artigo, enfim, tem por objetivo discutir a violência e sua transmissão, sendo frequentemente projetados nas vítimas os traumas que se iniciaram com as figuras parentais, tendo concomitantemente o meio social e os problemas de ordem econômica como pano de fundo. Sendo assim, o artigo tem como ilustração o filme “Monster – Desejo Assassino”, dirigido e escrito por Patty Jenkins e baseado em uma história real.

Palavras-chave: Violência, Assassinato, Família, Transmissão, Funcionamento Psíquico.

1. Introdução

De acordo com Araújo (2004), a palavra ‘violência’ vem do latim: violentia, que também significa força. O verbo violare tem o sinônimo de violentar, transgredir e ambos derivam devis: potência, vigor, força física, abundância, essência, emprego da força. A Organização Mundial da Saúde define a violência como:

“[…] o uso intencional da força física ou do poder real ou em ameaça contra si próprio, contra outra pessoa, ou contra um grupo ou uma comunidade, que resulte ou tenha grande possibilidade de resultar em lesão, morte, dano psicológico, deficiência de desenvolvimento ou privação” (OMS, 2002).

A violência é um tema que perpassa nossos dias, mas que provavelmente sempre atravessou a história da sociedade. Calcula-se que ela seja uma das principais causas de morte de pessoas entre 15 e 44 anos em todo o mundo, segundo dados da OMS publicados em 2002. Além dos gastos concretos em dinheiro público com a prevenção, segurança e as consequências da violência, há o custo humano – emocional e psíquico -, o qual é imensurável e configura-se no campo que mais nos interessa aqui.  Com a mídia, constantemente podemos assistir e ouvir sobre a perpetuação da violência nas ruas e a desvalorização do outro que ela projeta em suas ações, através de roubos, sequestros, assaltos, incêndios de ônibus, atropelamentos intencionais, espancamentos, além dos atos terroristas que circulam âmbitos internacionais.

Mas, por detrás das câmeras e flashs fotográficos que conseguem captar essas cenas de horror, há outras muitas cenas que merecem muita atenção e são mais dificilmente captadas. Elas ocorrem dentro de ambientes criados justamente para abrigar, proteger e cuidar de seus entes: o lar, “doce” lar. Muitas das vítimas encontradas nesses espaços familiares são tão jovens (bebês, crianças e adolescentes) e, por isso mesmo, vulneráveis que se veem impossibilitadas de se defender. Vivem, então, à mercê do estado ou vão crescendo em meio a relações frágeis, carentes de contatos genuínos, de vínculos afetivos mais sólidos, além de peregrinarem de lar em lar, de família em família – muitas destas igualmente ou mais violentas que a família de origem -, exaustivamente em busca de alguém e de um lugar que tenham condições de oferecer o que lhes foi negado: proteção, cuidado, atenção e respeito.

Sabe-se que algumas causas da violência são mais facilmente compreendidas, no entanto, muitas outras estão aderidas no tecido social, cultural e econômico da vida humana (DAHLBERG e KRUG, 2006). Para entendermos os motivos que levam um indivíduo a construir uma forma violenta de viver, ou seja, de utilizar desse instrumento de dominação e afirmação da autoridade sobre o outro, devemos refletir sobre duas bases de igual importância em termos de apoio à vida: a família, que deve dar sustentação e servir de facilitadora ao processo de socialização de uma criança; e o Estado, o qual deve garantir nossas condições mínimas de humanidade. Isso quer dizer que a família (não importando a sua configuração nem classe econômica) deveria ter condições de constituir-se como propulsora de uma socialização saudável e funcional do indivíduo com o seu meio, porém, ela tem menos possibilidade de se fortalecer nesses parâmetros caso o Estado não se coloque como sua base primária. E o que acontece com muitas famílias é exatamente isso: são negligenciadas pelo Estado em termos econômicos e sociais, vendo-se impedidas ou prejudicadas em exercer seus papéis fundamentais para o pleno desenvolvimento de uma criança.

Ao Estado, nas sociedades minimamente democráticas, cabe prover seus cidadãos menores de idade com educação adequada, proteção legal, serviços de saúde satisfatórios e demais itens, a fim de proporcionar as condições para uma infância feliz (AZEVEDO e GUERRA, p 90, 2000).

Não podemos nos alienar da realidade: é na população mais carente e miserável que a violência tem solos para se desenvolver, porém, em inter-relação com a família e com a subjetividade de cada sujeito. Seria imprudente relacionar a causa da violência isoladamente ao fator social, cultural e econômico, ou ao ambiente familiar ou a questões psicopatológicas. O que é possível de ser pensado é que a origem e a perpetuação da violência tem uma infinidade de fatores a serem levados em conta e que não acontecem de forma isolada, mas se desenvolvem de forma inter-relacionada um com o outro.

A esperança na vítima em finalmente ser vista como sujeito de direitos, merecedora de contatos humanizados, pode ser claramente passível de transformar-se em raiva, vingança, rejeição a regras sociais e destruição, sendo que parece ser tudo o que essas vítimas têm a devolver ao mundo externo. Como afirma Azevedo & Guerra,

(…) a tendência anti-social implica esperança, um movimento de captura do que foi tirado ou negado. Em virtude de tal tendência, a criança ou adolescente poderá ser considerado desajustado. (…) entre as consequências psicológicas relatadas nos estudos estão: autoconceito negativo e baixa auto-estima, comportamento agressivo, dificuldades de relacionamento com crianças e adultos, capacidade prejudicada de acreditar nos outros e infelicidade generalizada (AZEVEDO e GUERRA, p. 100-162, 2000).

Sendo assim, a família, vista pelo social como uma entidade sagrada e protetora, pode servir também de solo fértil para transmitir a ideia de ‘coisificação’ do outro, lançando mão de abusos, negligência, injustiças e violência de toda espécie. Portanto, o sujeito violento, assassino, pode ter em seu desejo uma demanda familiar.

2. A Violência Transmitida

A vivência marcada pela violência traz em seu bojo o adoecimento psíquico e a deturpação da noção de si, ou seja, ocorrem alguns desvios no processo de construção da imagem de si, além da imagem que o indivíduo constrói do outro e do mundo em que vive. Esse adoecimento acontece de forma gradativa e se processa em meio à violência. A violência intrafamiliar é aquela que, na maioria dos casos, vitimiza crianças, adolescentes, mulheres e idosos no meio familiar e pode ser caracterizada pelo abuso do poder do mais forte em relação ao mais vulnerável. Ela pode se repetir, ou seja, transmitir-se ao longo de gerações, como é o caso de pais violentos que na infância também foram alvos de maus-tratos (BRASIL. Ministério da Saúde, 2001). A concepção de violência nos remete à ideia de força contra alguém, o qual pode ter representado uma ameaça ao ego do sujeito que agiu com violência por trazer a ele, involuntariamente, recordações inconscientes como medo do abandono, da aniquilação do eu, culpa, agressividade e impotência. A violência deixa sua marca em muitas relações, subjuga grupos sociais e também serve como forma de dominação; ecoa nos nossos ouvidos pela mídia em geral, abalando a população e sendo banalizada por ela ao mesmo tempo. Servem-se dela para instituir sistemas e padrões sociais, alimentar egos coletivos e individuais, além de ser usada como instrumento em muitas lutas pela sobrevivência. A violência é usada também como meio de defesa, autoafirmação de superioridade sobre o outro e como expressão de sentimentos que não encontraram possibilidades nem no campo individual nem no social de serem comunicados de outra forma. Ela ronda todos os espaços sociais (até mesmo aqueles criados justamente para reprimir a violência), todas as classes econômicas, raças e etnias.

Essa violência pode então se disseminar e tomar proporções exorbitantes, perpassando todas as relações posteriores da criança/adolescente violentado, negligenciado, abusado, desprotegido. Esses sujeitos podem aprender a reproduzir essa violência sofrida como forma de sobrevivência e defesa do ego, reagindo ao mundo da mesma forma que acreditam e sentem que o mesmo os tratou e os significou. Tendem a desenvolver relações que servem para dissimular a violência marcada em seu próprio ser, criando-se assim uma perpetuação desse modo de ser e estar no mundo.

Com suas relações encobridoras, funciona como uma verdadeira fábrica de violência, produtora de psicopatas, assaltantes, estupradores, assassinos ou oportunistas de todas as espécies, que são simultaneamente vítimas; mas também de pessoas ‘normais’, nas quais a honestidade e integridade aparentes encobrem uma valência relacional violenta oculta e inconsciente, mascarada na habitualidade de relações sociais e interpessoais aceitáveis e respeitáveis, mas simultaneamente opressivas e danosas a muitos de seus semelhantes, violentas na sua essência (AMORETTI, 1992, p. 43).

Sendo assim, indivíduos que sofreram atos de violência podem sofrer transformações psíquicas irreversíveis confrontando a realidade como uma possibilidade de viver sem lei. Parecem não ter conseguido de alguma forma recalcar seus traumas. Em cada dimensão de seu ser eles carregam a marca de um psiquismo deteriorado. Como afirmam, Santos e Teixeira: os efeitos da violência manifestam-se como uma ausência de bússolas radical (SANTOS e TEIXEIRA, 2006). Tal como no filme, Monster – Desejo Assassino, os sujeitos que matam, que sentem necessidade e prazer nisso, como a personagem principal do filme, parecem usar dessa força como forma de se impor sobre o outro e impor seus ideais, sentem-se onipotentes e desejam que seu prazer seja satisfeito, independentemente do desejo do outro. Essa onipotência é construída a partir de um eu ideal, conceito criado por Freud. Esse eu ideal acha-se no centro do universo e não permite ser regulado por leis exteriores a seu desejo, acreditando veemente que pode subjugar os outros e obter assim a sua satisfação (BIRMAN, 1993). Não interiorizaram regras sociais de convivência e não aceitam ser barrados em seus desejos. Muitos costumam taxá-los de Monstro.

3. O Monstro

Segundo Freud, a civilização carrega a marca de um mito que se baseia na lei e garante contratos e regulamentos sociais (Freud, 1913). Porém, a tragédia que marca o drama de Totem e Tabu parece não ser superada, permanecendo desejos assassinos inconscientes no psiquismo humano que se revelam ao longo de sua vida de uma forma mais velada à passagem ao ato propriamente dito (HERZOG e FARAH, 2005).

De acordo com a análise do filme “Monster – Desejo Assassino”, pode-se afirmar que Aileen apresenta um funcionamento psíquico ligado à intenção de conseguir benefícios, independente do que seja preciso fazer para alcançá-los. Esses benefícios pelos quais busca o sujeito assassino nem sempre são de ordem financeira – como bens materiais – ou de imposição de seus ideais, mas podem representar uma exigência em ser visto, em ‘fincar’ o seu lugar no mundo. Esses sujeitos têm em si incorporados uma gama de valores que não fazem parte da sociedade, pois não internaliza as leis, não entende o que são as transgressões e tampouco sente culpa: sentem-se acima da lei.

Aileen procurava fantasiosamente seu ‘príncipe encantado’ em diversos homens, utilizando-se do sexo e do exibicionismo como recurso, sofrendo ridicularizações e desvalorização pessoal pelas suas condutas. Percebe-se que incorporou crenças sobre si ligadas a sua vivência infantil, vendo-se como alguém sem valor, sem importância, sem direitos, não merecedora de amor e cuidados. Sua infância foi marcada por violência e abusos de toda espécie que parecem ter se constituído como fatores traumáticos para sua vida. Viveu o tabu do incesto no real ao invés de tê-lo vivido somente no registro imaginário.

O Complexo de Édipo, segundo Freud, em Sexualidade Feminina (1931), é o propulsor do desenvolvimento da libido dos indivíduos, influenciando a constituição da personalidade e a orientação do desejo humano. A criança deveria ‘superar’ essa etapa, desconsiderando o incesto como algo permitido e abandonando a fantasia incestuosa. Com essa resolução, instauraria no psiquismo do indivíduo o superego, ou seja, a interiorização de normas, valores e moral sociais.

No caso de Aileen, personagem do filme baseado em fatos reais, houve a concretização de sua fantasia incestuosa: de acordo com sua bibliografia, foi estuprada pelo irmão e abusada pelo avô, sendo considerada a hipótese de ter passado por essa mesma experiência com o pai, acusado de pedofilia. Essa experiência, por si só, constitui em um trauma psíquico, como explicam Malgarim e Benetti (2010):

Se em todo sujeito, no período da infância, existe uma fantasia inconsciente de cunho erótico, voltada ao genitor do sexo oposto, devendo ser recalcada e resolvida no desenrolar do Édipo, a psicanálise vem dizer que a concretização desses desejos, sejam eles agressivos ou sexuais, tornar-se-ia, para a criança, uma experiência bizarra e não prazerosa, causando, além de sofrimento, o sentimento de não existência como unidade psíquica independente (FAIMAN, 2004). Além disso, há o que Bollas (citado por FAIMAN, 2004) chama de “transparência psíquica” (p.31), ou seja, a experiência incestuosa desencadeia a sensação de que a realidade pode ser invadida pelos desejos do psiquismo, sem barreiras de contenção para os mesmos. Portanto, a partir destes elementos compreensivos do processo edípico, é possível identificar que vivências concretas de experiências sexuais abusivas, nesta fase de desenvolvimento, são situações extremamente traumáticas e com consequências importantes no processo de desenvolvimento psíquico do sujeito (MALGARIM e BENETTI, 2010).

Sendo assim, Aileen não recebeu de sua família condições mínimas para desenvolver-se satisfatoriamente e em equilíbrio entre seus impulsos psíquicos e as leis sociais, restando a ela a falta de base para socializar com seu meio e interiorizar regras sociais de convivência. Foi negligenciada, abandonada e molestada, além de ter vivido o incesto e o fruto dele (gravidez do irmão).

O sexo, a princípio, parece ter sido o único meio que ela encontrou de se comunicar com o meio social e de sentir-se enxergada e reconhecida como indivíduo, podendo dar e receber prazer. Sendo assim, a prostituição pode ter sido uma escolha que simbolizou esses sentimentos em relação a si e ao mundo. Provavelmente, viu o sexo como única possibilidade de existência e de sobrevivência econômica por muito tempo. Além disso, tomada pela falta de relacionamentos afetivos satisfatórios e tendo sua vida marcada por abusos e decepções, passou a depender emocionalmente da namorada de forma excessiva, tentando satisfazê-la sem nenhum limite, além de buscar freneticamente seu amor. Refugiaram-se então na fantasia onde fugiriam de todos os problemas e traumas do passado, independentemente do mundo a sua volta. Aileen demonstra que sentia prazer em matar indivíduos que simbolizassem a causa de seus sofrimentos: os homens. Ao tentar convencer a parceira em matar todos os homens, pode-se dizer que os mesmos podem ter passado a simbolizar todos os abusos e violência que sofreu ao longo da vida.

Indivíduos que cometem esse tipo de crime, geralmente apresentam destrutividade e raiva em relação ao seu objeto ameaçador, logo o crime surge como meio de aprisionar o outro devido ao seu caráter intrusivo e ameaçador da integridade psíquica (CALHEIROS, 2013). É possível que essa seja a forma como a personagem significou suas vítimas.

4. Considerações Finais

A violência pode ser transmitida e atravessar relações, fixando os sujeitos em modos de funcionamento psíquico que podem prejudicar ou até mesmo destruir e aniquilar a si mesmo e aos outros a seu redor. Seu meio de alcançar a satisfação das pulsões não passa pelas leis e nem pela moral. Porém, não se trata aqui de taxar de Monstro esse indivíduo – autor de atos violentos, como o assassinato -, mas chamar a atenção para as múltiplas facetas possíveis e potencialmente ‘monstruosas’ que ele pode carregar em si e os variados lugares onde pode ser produzida e transmitida essa ‘monstruosidade’. O Monstro não pode dizer respeito a alguém que de certo tenha nascido com uma carga de ‘monstruosidade’ em seu ser, assim como o filme não conta somente a história de como a personagem principal tem em si um desejo assassino, mas traz à tela e à tona assuntos como a prostituição, o preconceito, a homossexualidade, o abandono, o abuso sexual, a coisificação do outro. Ou seja, assim como o filme, o assassino não é um Monstro por si só, mas produzido e fortalecido por diversos territórios, denotando uma tentativa de alcançar na realidade, através da força e da vingança, o que o sujeito nunca conseguiu alcançar internamente.

Não se tem por intenção aqui defender a ideia de que tais sujeitos não devem ser punidos ou afastados, estrategicamente, do convívio social com seus pares, mas de fazer um convite a reflexões acerca do que produz e reproduz a violência e os assassinatos que atravessam e colocam em risco a vida humana.

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