Aparelho psíquico para Freud, Winnicott e Melanie Klein

December 16, 2014
Aparelho psíquico para Freud, Winnicott e Melanie Klein

Distanciamentos e aproximações do conceito de Aparelho Psíquico

1. SIGMUND FREUD

Freud se referiu ao termo aparelho psíquico a uma organização psíquica divida em instâncias (ou sistemas) psíquicas, com funções específicas e que estão interligadas entre si. Nesse sentido, Freud descreveu dois modelos, sendo eles o topográfico e o estrutural.

aparelhoSegundo (LAPLANCHE, 2001) o aparelho psíquico seria: Expressão que ressalta certas características que a teoria freudiana atribui ao psiquismo: a sua capacidade de transmitir e transformar uma energia determinada e a sua diferenciação em sistemas ou instancias.

Ao falar de aparelho psíquico Freud sugere a ideia de certa organização, de uma disposição interna, mas faz mais do que ligar diferentes funções a lugares psíquicos específicos, atribui a estes uma dada ordem que acarreta uma sucessão temporal determinada. A coexistência dos diferentes sistemas que compõem o aparelho psíquico não deve ser tomando no sentido anatômico que lhe seria atribuído por uma teoria das localizações cerebrais. Implica apenas que as excitações devem seguir uma ordem fica o lugar dos diversos sistemas. (LAPLANCHE, 2001)

Conforme PERVIN (2004) O conceito de inconsciente sugere que existem aspectos do nosso funcionamento do qual não estamos cientes, e que grande parte de nossos comportamentos são determinados por ele. Nesse sentido a vida psíquica pode ser descrita em grau que estamos conscientes com o fenômeno: o consciente que se relaciona com fenômenos dos quais estamos consciente em dado momento, o pré-consciente que podemos estar conscientes se prestarmos a atenção a eles e o inconsciente que não estamos conscientes e dos quais não podemos estar conscientes.

Segundo Hall, Lindzey e Campbell (2000) a personalidade é constituída por três grandes sistemas: id, ego e superego. O id é o sistema original da personalidade, a matriz do qual surge o ego e o superego. Freud chamou de verdadeira realidade psíquica porque representa o mundo interno da experiência subjetiva e não tem nenhum conhecimento da realidade objetiva. Opera pelo principio de prazer que seria uma redução da tensão. Já o ego é segundo Pervin (2004) expressar e satisfazer os desejos do ide de acordo com a realidade e as demandas do superego. Enquanto o Id opera pelo principio de prazer, o ego opera pelo principio da realidade. E por último o superego, que representa o ramo da moral do nosso funcionamento, ideais que lutamos e a culpa que esperamos quando violamos nossa moral.

“No id, encontramos não só representações inconscientes de coisas gravadas no psiquismo sob o impacto do desejo dos outros, mas também representações inatas, próprias da espécie humana, inscritas e transmitidas filogeneticamente.” (NASIO, 1999, pág. 75)

“No texto “O ego e o Id”, Freud considera que o Eu advém do Id, por um processo de diferenciação, por exemplo, quando diz que “um indivíduo é, portanto, para nós, um isso (Id) psíquico, não conhecido e inconsciente, sobre ele se encontra colocado na sua superfície o eu (Ego), desenvolvido a partir do sistema-Pcs como um núcleo” e continua, mais à frente,

“É fácil de perceber que o eu (Ego) é a parte modificada do isso (Id) sob a influência direta do mundo exterior por intermédio do Pc-Cs, de certa maneira é uma continuação da diferenciação de superfície” e 3., ainda, neste mesmo texto, ele expressa sinteticamente sua posição afirmando que o eu surge dessa diferenciação, marcando um limite entre um dentro e um fora, limite que em última instância é identificável com os limites que o corpo dá marcando um dentro e um fora, ao dizer que “o eu (ego) é antes de tudo um eu corporal, não é somente um ser de superfície, mas ele mesmo a projeção de uma superfície [nota de Freud: quer dizer: o eu é finalmente derivado das sensações corporais, principalmente aquelas que têm sua fonte na superfície do corpo. Ele pode, assim, ser considerado como uma projeção mental da superfície do corpo, mais ainda, como já vimos antes, ele representa a superfície do aparelho mental]” (FULGENCIO, 2012, pág. 105-106)

O superego será concebido como uma instância responsável, ao mesmo tempo, por diversas funções e é em seu seio que Freud vai tentar integrar as várias dimensões que balizara anteriormente. Vai terminar por atribuir ao superego três funções: a auto-observação, a consciência moral e a “base de apoio” dos ideais. (FREUD ,apud CARDOSO, 2000).

A dimensão persecutória do superego, dimensão que parece-nos central no funcionamento dessa instância, está nitidamente indicada por Freud. Na apresentação formal do superego, este será concebido como uma instância de observação, como uma parte separada do ego, que exerce vigilância sobre a outra. (CARDOSO, 2000).

Para Laplanche, tratar-se-ia da “pulsão sexual de morte” (des-ligação), que se opõe à “pulsão sexual de vida” (ligação): “Trata-se, no entanto, de uma distinção no regime econômico das pulsões, em sua maneira de trabalhar; somente a partir daí é que é possível conceber-se uma única e mesma libido em ação nos dois tipos de pulsões” (Laplanche, 2001; p. 259).

2. MELANIE KLEIN

As teorias de Sigmund Freud e de Melanie Klein fazem parte do modelo estrutural-pulsional. A diferenciação fundamental estabelecida é feita entre o modelo estrutural-pulsional e a perspectiva alternativa de um modelo estrutural-relacional. As premissas fundamentais do modelo estrutural-pulsional podem ser assim resumidas: 1. por uma concepção de indivíduo como unidade fundamental, pensado como divorciado do contexto relacional desde os primórdios da constituição de seu psiquismo; 2. pela ausência da pressuposição de laços pré-ordenados com o ambiente humano, fazendo do outro uma criação da pulsão; 3. pela concepção de pulsão como a origem de toda ação humana, determinando os contornos de sua relação original e atual com o mundo externo. (SIGLER, 2011)

A teoria de Melanie Klein que, de maneira decisiva, insistiu nos aspectos destrutivos do superego, não deixou Freud indiferente e ele vai levar em conta suas contribuições. Entretanto, não podemos deixar de lado a observação de que no próprio Freud, bem antes de Melanie Klein, se encontram indícios muito interessantes a propósito da face pulsional do superego. De certa maneira, a teoria kleiniana constitui um desenvolvimento das aberturas apontadas por Freud. (CARDOSO, 2000).

Para Klein o superego arcaico inicia sua formação num momento em que as tendências pré-edipianas sádico-orais e sádico-anais estão no auge. A criança equaciona pênis, seio, boca, vagina, barriga, bebê, já que sua primeira realidade é uma realidade corpórea. (OLIVEIRA, 2004)

Em Melanie Klein, o superego torna-se nitidamente arcaico, pulsional e feroz. A autora traz efetivamente uma nova perspectiva de análise: o ataque pulsional vai finalmente assumir aí um estatuto crucial. A concepção kleiniana do superego resulta justamente do privilégio atribuído à singularidade do mundo interior. Constatando a oposição ou o contraste entre a severidade que o superego pode desenvolver, e a tolerância dos pais, essa concepção supõe que a formação do superego não seria calcada sobre as interdições parentais. Não se trata aqui dos pais reais, mas sim de uma imago que se constitui no interior do psiquismo (Klein, apud CARDOSO, 2000).

Klein elucida como se formaria o superego arcaico, dizendo que “o ego tem ainda um outro meio de controlar aqueles impulsos destrutivos que ainda permanecem no organismo. Pode mobilizar uma parte deles como uma defesa contra a outra parte. Desse modo o id sofrerá uma cisão que é, creio eu, o primeiro passo na formação das inibições pulsionais e do superego”(OLIVEIRA, 2004)

Segundo Klein, o superego retira sua força totalmente do sadismo do id, força que ela considera “biológica”. Uma vez que o caráter atacante e feroz do superego provém da força das pulsões, as raízes pulsionais das interdições superegóicas são, portanto, reconhecidas por ela. A questão da interdição moral fica, enfim, nitidamente secundarizada, o que só se torna possível aqui porque a alteridade não é central nesse sistema teórico. (OLIVEIRA, 2004)

Vemos que na teoria kleiniana o superego termina portanto por alcançar, embora secundariamente, um caráter ético e moral. É a transformação do “superego perseguidor” num “superego legislador”, passagem que vem evocar a culpabilidade e a idéia de uma síntese (KLEIN, apud OLIVEIRA, 2004). O “superego legislador” teria, dessa maneira, de ser situado num registro secundário, formulação sem dúvida interessante, mas que não soluciona o problema do “paradoxo” do superego.

No sistema kleiniano, o superego tenderá, portanto, a apresentar um duplo caráter – superego “mau” e superego “bom” –, sendo que este está diretamente ligado à culpa reparadora. A relação entre ataque pulsional e culpa mantém, assim, um caráter muito ambíguo, apesar das indicações de Klein que nos orientam para a idéia de uma articulação complexa. (OLIVEIRA, 2004)

3. DONALD WINNICOTT

Winnicott conserva a tradição de maneira curiosa, em grande parte distorcendo-a. A sua interpretação dos conceitos freudianos e kleinianos é tão idiossincrática e tão pouco representativa da formulação e intenção originais deles a ponto de torná-las, às vezes, irreconhecíveis. Ele reconta a história das ideias psicanalíticas não tanto como se desenvolveu, mas como ele gostaria que tivesse sido, reescrevendo Freud para torná-lo um predecessor mais claro e mais fácil da própria visão de (WINNICOTT, apud FULGENCIO, 2000)

Para Winnicott é nos primeiros seis meses de vida, aproximadamente, que o ser humano bebê acha-se num estado de total dependência do meio, representado, nessa época, pela mão ou por um seu substituo. O bebê depende inteiramente do que que lhe é oferecido pela mãe, porém o mais importante, e que constitui a base da teoria, é o desconhecimento de seu estado de dependência por parte do bebê. Na mente do bebê, ele e o meio são uma coisa só. Ora, idealmente, seria uma perfeita adaptação às necessidades do bebe que a mãe permitiria o livre desenrolar dos processos de manutenção. (NASIO, 1995)

Winnicott diz que o inconsciente (Id) só pode existir depois que houver um Eu (ego) que possa constituí-lo como reprimido, para ele nos estágios mais precoces do desenvolvimento da criança, portanto, o funcionamento do ego deve ser considerado um conceito inseparável daquele da existência da criança como pessoa. Não há id antes do ego. (FULGENCIO, 2000)

4. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

CAMPBELL, J. B.; HALL, C. S.; LINDZEY, G. Teorias da personalidade. 4. ed. Porto Alegre: Artmed, 2000. 591p.

CARDOSO, Marta Rezende. O superego: em busca de uma nova abordagem. Trad.: Pedro Henrique Bernardes Rondon (SPCRJ). Rev. Latinoam. Psicopat. Fund., III, 2, 26-41, 2000.

NASIO, J.D. Édipo: o complexo do qual nenhuma criança escapa. Rio de Janeiro. Ed. Zahar, 2007.

NASIO, J.D. O prazer de ler Freud. Rio de Janeiro: Jorge Zahar. Ed., 1999

NASIO, J.D. Introdução às obras de Freud, Ferenczi, Groddeck, Klein, Winnicott, Dolto, Lacan. Rio de Janeiro: Jorger Zahar Ed., 1995.

OLIVEIRA, Thaís Utsch Vieira; AMARAL Thaísa Vilela Fonseca. O Complexo de Édipo: uma comparação entre Melanie Klein e Sigmund Freud. Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas, UFMG, Belo Horizonte – MG, 2009, Vol. III, nº 1, 1-8.

FULGENCIO, Leopoldo. O brincar como modelo do método de tratamento psicanalítico. Rev. bras. psicanál [online]. 2008, vol.42, n.1, pp. 123-136.

FULGENCIO, Leopoldo. Aspectos gerais da redescrição winnicottiana dos conceitos fundamentais da psicanálise freudiana. Psicologia USP, São Paulo, janeiro/março, 2010, 21(1), 99-125. Disponível em: www.centrowinnicott.com.br.com.br Acesso: 27 de nov 2012.

LAPLANCHE, Jean. Vocabulario de psicanalise. Ed.4 – São Paulo: Martins Fontes, 2001.

OLIVEIRA, Fátima Cristina Monteiro de. ANGÚSTIA, SUPEREGO E CONSTITUIÇÃO DA SUBJETIVIDADE EM KLEIN. 2004. Disponível em: www.sedes.org.br/Departamentos/Formacao_Psicanalise/angustia_superego.htm Acesso em 27 de nov. 2012.

OLIVEIRA, Marcella Pereira de. A fantasia em Melaine Klein e Lacan. Mental, Barbacena, v. 6, n. 11, dez. 2008 . Disponível em <http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1679-44272008000200007&lng=pt&nrm=iso>. acesso em 27 nov. 2012.

PERVIN, Lawarence. Personalidade: teoria e pesquisa. Ed.8 – Porto Alegre: Artmed, 2004.

SIGLER, Rosana. Melanie Klein e a experiência da alteridade. Universidade Nove de Julho (Uninove). Impulso, Piracicaba • 21(52), 45-56, jul.-dez. 2011

Curso de Psicanálise Clínica

É um curso online totalmente interativo, monitorado permanentemente pelos professores. O curso foi desenvolvido com a melhor tecnologia de ensino a distância, utilizada por diversas universidades de vários países. Tem a duração de 1 ano com emissão de certificado clínico de Psicanalista.

Metodologia

Com a metodologia de educação a distância, o aluno estuda de acordo com sua disponibilidade de tempo a partir de qualquer lugar a sua escolha. Com isso, barreiras geográficas que por venturam existam são superadas, e custos com transporte são significantemente reduzidos. Além da capacitação e da melhoria da prática profissional que os alunos obtém, a metodologia de educação a distância promove o desenvolvimento da autonomia dos estudos.

O ITG dispõe de material didático especialmente elaborado para permitir ao participante realizar estudo independente, de acordo com suas possibilidades de tempo e espaço. O cursista da ITG conta com um serviço de tutoria, para auxiliá-lo em seus estudos.

Mercado

Há uma grande necessidade de psicanalistas para orientar as pessoas na solução de seus problemas existenciais, tais como: fobias, ansiedades, depressões, obsessões, impulsos auto e heteroagressivos, angústias e crises de toda ordem. O profissional de Psicanálise ajudará a sociedade a ficar mais humana e a vida a ter mais sentido!

CAMPO DE ATUAÇÃO

Segundo o CB0 nº 2525-50 do Ministério do Trabalho e Emprego, no final do Curso de Formação em Psicanálise você estará preparado para atuar nas seguintes áreas:

AVALIAR COMPORTAMENTOS INDIVIDUAL, GRUPAL E INSTITUCIONAL.

Triar casos, entrevistar pessoas, levantar dados pertinentes, observar pessoas e situações, escutar pessoas ativamente. Investigar pessoas, situações e problemas, escolher o instrumento de avaliação, aplicar instrumento de avaliação, sistematizar informações, elaborar diagnósticos, elaborar pareceres, laudos e perícias, responder a quesitos técnicos judiciais, devolver resultados (devolutiva).

ANALISAR, TRATAR INDIVÍDUOS, GRUPOS E INSTITUIÇÕES

Propiciar espaço para acolhimento de vivencias emocionais (setting), oferecer suporte emocional, tornar consciente e inconsciente, propiciar a criação de vínculos paciente-terapeuta, interpretar conflitos e questões, elucidar conflitos e questões, promover a integração psíquica, promover o desenvolvimento das relações interpessoais, promover desenvolvimento da percepção interna, mediar grupos, família e instituições para solução de conflitos, dar aula.

ORIENTAR INDIVÍDUOS, GRUPOS E INSTITUIÇÕES

Propor alternativas para solução de problemas, informar sobre o desenvolvimento do psiquismo humano, aconselhar pessoas, grupos e famílias, orientar grupos profissionais, orientar grupos específicos (pais, adolescentes, etc., assessorar instituições.

ACOMPANHAR INDIVÍDUOS, GRUPOS E INSTITUIÇÕES

Acompanhar impactos em intervenções, acompanhar o desenvolvimento e a evolução do caso, acompanhar o desenvolvimento de profissionais sem formação e especialização, acompanhar resultados de projetos, participar de audiências.

EDUCAR INDIVÍDUOS, GRUPOS E INSTITUIÇÕES

Estudar caso em grupo, apresentarem estudos de caso, ministrar aulas, supervisionar profissionais da área e de áreas afins, realizar trabalhar para desenvolvimento de competência e habilidades profissionais, formar psicanalistas, desenvolver cursos para grupos específicos, confeccionar manual educativo, desenvolver curso para profissionais de outras áreas, propiciar recursos para o desenvolvimento de aspectos cognitivos, acompanhar resultados de curas, treinamento.

DESENVOLVER PESQUISAS EXPERIMENTAIS, TEÓRICOS E CLÍNICAS

Investigar o psiquismo humano, investigar o comportamento individual, e grupal e institucional, definir o problema e objetivos, pesquisar bibliografias, definir metodologia de ação, estabelecer parâmetros de pesquisa, construir instrumentos de pesquisa, coletar dados, organizar dados, compilar dados, fazer leitura de dados, integrar produtos de estudos de caso.

COORDENAR EQUIPES DE ATIVIDADES DE ÁREAS AFINS

Planejar as atividades da equipe, programar atividades gerais, programar atividades da equipe, distribuir tarefas a equipe, trabalhar a dinâmica da equipa, monitorar atividades das equipes, preparar reuniões, coordenar reuniões, coordenar grupos de estudos, organizar eventos, avaliar propostas e projetos,avaliar e executar as ações.

PARTICIPAR DE ATIVIDADES PARA CONSENSO E DIVULGAÇÃO PROFISSIONAL

Participar de palestras, debates, entrevistas, seminários, simpósios, participar de reuniões científicas (Congressos, etc.), publicar artigos, ensaios de livros científicos, participar de comissões técnicas, participar de conselhos municipais, estaduais e federais, participar de entidades de classe, participar de evento junto aos meios de comunicação, divulgar práticas do psicanalista, fornecer subsídios às estratégias organizacionais, fornecer subsídios à formação de políticas organizacionais, buscar parcerias, ética e organizacional.

REALIZAR TAREFAS ADMINISTRATIVAS

Redigir pareceres, redigir relatórios, agendar atendimentos, receber pessoas, organizar prontuários, criar cadastros, redigir ofícios, memorandos e despachos, compor reuniões administrativas técnicas, fazer levantamento estatístico, comprar material técnico, prestar contas.

DEMONSTRAR COMPETÊNCIAS PESSOAIS

Manter sigilo, cultivar a ética,demonstrar ciência sobre o código de ética profissional, demonstrar ciência sobre a legislação pertinente, demonstrar bom senso, respeitar os limites de atuação, ser psico-analisado, ser psicoterapeutizado, demonstrar continência (Acolhedor), demonstrar interessa pela pessoa, ser humano, ouvir ativamente (saber ouvir), manter-se atualizado, contornar situações adversas, respeitar valores e crenças dos clientes, demonstrar capacidade de observação, demonstrar habilidade de questionar, amar a verdade, manter o setting, demonstrar autonomia de pensamento, demonstrar espírito crítico, respeitar os limites do cliente e tomar decisões em situações de pressão.

Custo do Curso

O aluno não paga mensalidade, apenas uma “Única” taxa de matricula, que pode ser parcelada no cartão de crédito. Também, asseguramos que após a conclusão do curso, não cobramos taxa de emissão do certificado e credencial.

Grade Curricular
1º Período
CÓDIGOS DAS DISCIPLINAS CH CRÉDITOS NOTAS
001 – Introdução a Terapia Freudiana 60 4 0,00
002 – Introdução à Psicanálise 60 4 0,00
003 – Introdução a Psicologia 60 4 0,00
004 – Psicanálise Intuitiva 60 4 0,00
005 – Psicanálise & Pesquisa 60 4 0,00
006 – Teoria da Personalidade 60 4 0,00
007 – Método Psicanalítico 60 4 0,00
008 – Metodologia de Pesquisa Científica 60 4 0,00
2º Período
CÓDIGOS DAS DISCIPLINAS CH CRÉDITOS NOTAS
009 – Teoria & Clínica Psicanalítica de Melaine Klein 60 4 0,00
010 – Teoria & Clínica Psicanalítica de Sgmund Freud 60 4 0,00
011 – Psicanálise Quântica 60 4 0,00
012 – Teoria & Clínica Psicanalítica de Donald Winnicott 60 4 0,00
013 – Psicanálise & Religião 60 4 0,00
014 – Escolas Psicanalíticas 60 4 0,00
015 – Psicanálise Junguiana 60 4 0,00
016 – Terapia Lacaiana 60 4 0,00
3º Período
CÓDIGOS DAS DISCIPLINAS CH CRÉDITOS NOTAS
017 – Psicologia do Grupo & Análise do Ego 60 4 0,00
018 – Psicanálise Existencial 60 4 0,00
019 – Saúde Mental & Dependência 60 4 0,00
020 – Interação da Psicanálise de Freud, Lacan & Jung 60 4 0,00
021 – Psicopatologia 60 4 0,00
022 – Neuroses & Psicoses 60 4 0,00
023 – Análise Didática & Clínica 60 4 0,00
024 – Aconselhamento de Idosos I 60 4 0,00
025 – Aconselhamento de Idosos II 60 4 0,00
4º Período
CÓDIGOS DAS DISCIPLINAS CH CRÉDITOS NOTAS
026 – Aconselhamento de Idosos III 60 4 0,00
027 – Fundamentos Teóricos do Aconselhmento Diretivo 60 4 0,00
028 – Cérebro & Linguagem 60 4 0,00
029 – Aconselhamento de Doentes Terminais I 60 4 0,00
030 – Aconselhamento de Doentes Terminais II 60 4 0,00
031 – Aconselhamento de Doentes Terminais III 60 4 0,00
032 – Aconselhamento de Dependentes Químicos I 60 4 0,00
033 – Aconselhamento de Dependentes Químicos II 60 4 0,00
034 – Aconselhamento de Dependentes Químicos III 60 4 0,00
035 – Toxicologia 60 4 0,00
CH Crédito Média
2100 140 0,00

Diploma

Os cursos a distância do ITG são amparados pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei n° 9394/96), pelo Decreto Federal n° 2.494/98 e Decreto n° 2.208, de 17/04/97.

Perguntas. Sobre Psicanálise e sua formação profissional!

Concluir o curso de Psicanálise Integrativa me permite clinicar? Sim. O curso de Psicanálise Integrativa permite que você tenha um consultório e exerça livremente a profissão de Psicanalista Integrativos.

O Curso tem registro no MEC?

Nenhum curso e reconhecido pelo MEC, devido a Psicanálise não ser uma ciência.

Não. Nem tão pouco os demais cursos de formação em Psicanálise existentes no País. Inexistem, também, cursos de Psicanálise no âmbito universitário e sim Especialização Lato Sensu. Concluído, o psicanalista recebe um Certificado expedido pela Sociedade. No entanto, há sociedades que não emitem sequer uma comprovação de conclusão de curso. Nossa Escola cumpre a risca essa necessidade.

Quem é o Psicanalista junto a clientela e ao Ministério do Trabalho? Certa-vez-o-pai-da-psicanálise-Sigmund-Freud

É um profissional que pratica a Psicanálise em consultórios, clínicas e até hospitais, empregando metodologia exclusiva ao bom exercício da profissão, quais sejam, as técnicas e meios eficazes da psicanálise no tratamento das psiconeuroses. Para atingir plenamente seus objetivos, o psicanalista deve ser uma pessoa com sólida formação humanitária, visto que a profissão requer uma acentuada cumplicidade entre analista e seu paciente. Os psicanalistas têm sua profissão classificada na CBO (Classificação Brasileira de Ocupações) no Ministério do Trabalho – Portaria nº 397/TEM de 09/10/2002, sob o nº 2515.50, podendo exercer sua profissão em todo o Território Nacional.

Obs: existe no site do Ministério do Trabalho uma recomendação de como deveria ser a formação da Psicanálise, (recomendação não e regulamentação), Por isso cada escola tem sua formação, umas diferentes das outras. PARA QUE A FORMAÇÃO FOSSE SUPERIOR, TÉCNICA , BACHARELADO, PÓS GRADUAÇÃO OU QUALQUER OUTRA E NECESSÁRIO QUE HAJA UMA LEI FEDERAL REGULAMENTO A FORMAÇÃO DA PSICANÁLISE E ATE A PRESENTE DATA ISSO NÃO EXISTE.

PORTANTO A FORMAÇÃO E LIVRE. E CADA ESCOLA TEM UM TIPO DE FORMAÇÃO.

Por que o Curso é aberto às várias profissões?

É aberto porque nenhuma Lei especificou o contrário. Vale dizer, que desde o princípio era uma profissão aberta a quem se interessasse e que atraiu não só médicos – como Jung e Adler – mas também advogados, filósofos, literatos, educadores e teólogos, sociólogos e pedagogos. Por isso restringir a Psicanálise a essa ou àquela profissão é absolutamente contrário à ciência, ilegal e inconstitucional, pois “todos são iguais perante a Lei”.

O que regulamenta a profissão de Psicanalista?

No Brasil e no Mundo a psicanálise é exercida livremente e não é uma profissão regulamentada. Sendo assim, é uma profissão livre, reconhecida pelo Ministério do Trabalho e Emprego (CBO – código 2515.50), amparada pelo Decreto nº 2.208 de 17/04/1997, que estabelece Diretrizes e Bases da Educação Nacional e pela Constituição Federal nos artigos 5º incisos II e XIII. Repisando: pode ser exercida em todo o País.

O que faz o psicanalista?

Há uma grande necessidade de psicanalistas para orientar as pessoas na solução de seus problemas existenciais, tais como: fobias, ansiedades, depressões, obsessões, impulsos auto e heteroagressivos, angústias e crises de toda ordem. O profissional de Psicanálise ajudará a sociedade a ficar mais humana e a vida a ter mais sentido!

Quem poderá fazer o curso?

Médicos, Professores, Engenheiros, Odontólogos, Advogados, Assistentes Sociais, Pedagogos, Teólogos, Enfermeiros, Pastores, Padres, Psicólogos, Contadores, etc. Este curso é dirigido a todos os interessados em adquirir conhecimentos mais profundos em Psicanálise. Aos que querem aprender a dinâmica de seus problemas emocionais e afetivos de acordo com as teorias psicanalíticas, e aos que desejam dedicar-se à Psicanálise como Terapeutas e Clinicar.

O Curso de Psicanálise oferece titulação acadêmica?

Não. Nem tão pouco os demais cursos de formação em Psicanálise existentes no País. Inexistem, também, cursos de Psicanálise no âmbito universitário e sim Especialização Lato Sensu. Concluído, o psicanalista recebe um Certificado expedido pela Sociedade e pode atuar como psicanalista em todo país. No entanto, há sociedades que não emitem sequer uma comprovação de conclusão de curso. o ITG cumpre à risca essa necessidade.

O certificado de conclusão do curso de Psicanálise é reconhecido em todo o território nacional, ou apenas para São Paulo?

O certificado é válido para que você atue como psicanalista em todo território nacional sem problemas legais.

Como deve ser feito o estágio no curso presencial e no curso à distância?

O estágio para o curso presencial pode ser feito utilizando-se nossa infra-estrutura na qual você atenderá pessoas com baixa renda em nossa clínica social. Será necessária que você tenha um supervisor para orientá-los em relação às sessões. Você decidirá de acordo com a agenda de atendimento da clínica social a disponibilidade para atendimento, os dias e a hora das suas consultas. É obrigatório que você compra no mínimo 80 horas de atendimentos supervisionados. Para o curso a distância você poderá prestar esses atendimentos em alguma instituição na sua cidade e da mesma forma solicitar supervisão para estes atendimentos. São recomendadas 80 horas de atendimento supervisionado.

Ao terminar o curso abrir um consultório e trabalhar como psicanalista?

Concluído curso de psicanálise, e conseqüentemente todas as suas exigibilidades, você terá um diploma que lhe dará o título de psicanalista permitindo que você abra um consultório e trabalhar legalmente como tal.

Regulamentação

Ante o todo exposto, concluímos, pois que a psicanálise, nos dias de hoje, é uma atividade livre e não regulamentada por lei, que pode ser exercida por qualquer cidadão que possua os conhecimentos técnicos e habilidades suficientes à sua desenvoltura. Até o presente momento, não há lei que impeça o livre exercício da psicanálise, a qual não constitui num desdobramento, especialidade ou ramo, privativo da atividade médica ou da atividade psicológica. e por não configurar um ramo privativo da profissão de médico, ou da profissão de psicólogo, a psicanálise não está vinculada ou subordinada à atividade fiscalizadora dos conselhos regionais de medicina ou dos conselhos regionais de psicologia. Porém, mesmo inexistindo regulamentação legal da profissão, o psicanalista não está isento de reparar (indenizar) os danos decorrentes do mau exercício de sua atividade.

Perguntas e respostas:

a) É a psicanálise uma atividade profissional livre, que pode ser exercida por qualquer cidadão, ou consiste em profissão regulamentada?

A psicanálise é uma profissão livre, que pode ser exercida por qualquer cidadão, desde que esta possua conhecimentos técnicos ou habilitação profissional suficientes ao seu desempenho

b) .É a psicanálise uma atividade privativa de médicos ou de psicólogos, e somente por estes pode ser exercida?

chamada-inscricoesNão. A psicanálise é uma atividade autônoma e independente, e não constitui desdobramento, ramo ou especialidade privativa da medicina ou da psicologia, em termos legais. pode ser exerci da por qualquer cidadão, inclusive por médicos e por psicólogos, desde que detentores dos mínimos conhecimentos por tanto.

c) Caso não seja a psicanálise uma profissão regulamentada, qual lei que a regulamenta, e sob quais condições?

Prejudicado. A psicanálise, até o presente momento, não é uma profissão regulamentada, pois inexiste lei federal que a regulamente e imponha limites ao seu exercício. Convém anotar que a continuada sistematização da matéria, bem com a criação de um maior número de associações de classe, tende a forçar a regulamentação legal da profissão, a exemplo de tantas outras.

d) Existe um Conselho Federal de Psicanálise, bem como Conselhos Regionais, a exemplo do Conselho Federal de Medicina e do Conselho Federal de Psicologia?

Não, pois a atividade de psicanálise não é regulamentada por lei, logo inexistentes os órgãos incumbidos de seu controle e fiscalização. Os Conselhos Federais e Regionais, como o de Medicina ou de Psicologia, são autarquias públicas federais, órgãos da administração pública indireta da união. possuem poder de polícia e agem em nome do interesse público. sua esfera de atuação emana da vontade estatal e seus atos decorrem do poder de império que administração pública possui e impõe à toda sociedade. Os atos praticados por tais entidades são unilaterais, imperativos, e coercitivos, além de gozarem da presunção de legitimidade, tais quais os demais atos perpetrados pela administração pública.

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