A Importância dos Sonhos para a Psicanálise

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March 6, 2015
A Importância dos Sonhos para a Psicanálise

sonhos-1370873663388_615x300A presente análise tem como tema central os sonhos e sua importância para a Psicanálise, um fenômeno de interesse também para a Psicologia tanto quanto para a Psicanálise. Tendo como principal objetivo entender os sonhos como uma necessidade neurofisiológica, uma manifestação da psique que transcendem nossos sentidos, e que podem, na sua linguagem, revelar questões da nossa personalidade que precisam ser trabalhadas e entendidas. Segundo Freud, os sonhos constituem “uma realização (disfarçada) de um desejo reprimido”. É possível que eles exerçam um papel importante na elaboração psíquica de lembranças traumáticas. Em nossa opinião, as visões psicológicas e psicanalíticas sobre os sonhos podem ser complementares e enriquecedoras. Os sonhos podem ser um aliado valioso para a compreensão profunda da interligação corpo e psique fornecerem o mapa para compreensão simbólica de sintomas psicossomáticos e de suas possíveis resoluções, ou seja, uma chave valiosa para nosso autoconhecimento e bem estar, daí sua grande importância para a Psicologia, a qual está inteiramente preocupada com nosso bem estar e para a Psicanálise que está diretamente preocupada com nossos sintomas psicossomáticos.

Palavras–chave: Sonhos, Fases do Sono, Psicanálise, Inconsciente

1. Introdução

O fenômeno do sono tem relevância tanto para a Psicologia como para a Psicanálise, no que tange à compreensão dos mecanismos que regem o sonhar.  Mais especificamente, a Psicologia se dedica em desvendar o funcionamento do sono, deixando de lado o sonho que, para a Psicanálise é de suma importância.

Pensamos que para retratarmos bem os mecanismos que envolvem o sonho, devemos mencionar algumas  das principais descobertas da Psicologia quanto ao fenômeno do sono.  Dormir resulta em sonhar e sonhar é uma necessidade neurofisiológica. Estudos do campo da Psicologia têm determinado que a privação do sono pode ocasionar sérias consequências.

O primeiro aspecto importante que a Psicologia desvendou sobre o sono, é que existem tipos de sono: NREM e REM. O diferencial se encontra na observação de que, durante o sono REM os olhos saltam de um lado para o outro, como se observassem uma cena. Neste, observa-se também uma variação no Sistema Nervoso Autônomo, com a respiração e o ritmo cardíaco tornando-se mais rápidos e irregulares, a pressão arterial mais elevada e um aumento da secreção dos hormônios supra-renais.  Dentro das distinções presentes no sono REM, há também a ocorrência nos indivíduos masculinos (de todas as idades), a ereção peniana. Ocorre também nos indivíduos femininos uma reação correspondente no tecido vaginal.

Os estudos que decifraram este movimento dos olhos no sono foram realizados em 1953 pelo Dr. Nathaniel Kleitman. Tais pesquisas de laboratório mediram as ondas cerebrais de pessoas durante o sono através do eletro-encefalograma, as variações musculares, através do eletro-miograma, e a movimentação específica dos olhos, através do eletroculograma.

Sabe-se também que há quatro estágios no sono REM, onde cada um caracteriza-se por um padrão de onda cerebral.  O primeiro estágio é o sono leve, que marca o iniciar do sono, tem a duração de alguns minutos, quando o indivíduo fica relaxado, com os pensamentos mais ou menos descoordenados, podendo já neste estágio ocorrer sonhos. O segundo estágio é o sono intermediário, ocorrendo um relaxamento maior, podendo ocorrer experiências sensoriais sem base real (alucinações) e crispações súbitas e desordenadas do corpo, seguidas de sensações de queda.

O terceiro estágio é o do sono profundo, quando o indivíduo se torna insensível aos sons e oferecerá resistência em ser acordado.  No quarto estágio, o sono mais profundo, há uma total relaxação, com o mais completo desligamento do mundo exterior.

O conteúdo onírico é de suma importância para a compreensão do inconsciente de quem o produz.  Por isso a Psicanálise vê com tanta atenção este produto da mente, que é o sonho.  Gastão Pereira da Silva tem uma definição de sonho que bem demonstra sua relevância:

“Uma função psíquica encarregada de compensar, de suavizar, de substituir, mesmo, uma realidade que nos  é  hostil,  por  outra,  totalmente  diferente, onde um novo mundo se descortina  diante  da alma e onde todas as nossas   ações parecem absurdas, justamente porque as mais censuráveis, na sociedade em  que  vivemos, gozam, enquanto dormimos de uma espécie de liberdade condicional, quando se expandem nos sonhos”.(Gastão Pereira da Silva)

As descobertas de Freud, de que os sonhos têm um conteúdo psicológico fundamental, revolucionaram o estudo da mente. Antes, os sonhos eram tidos como meros efeitos de um trabalho desconexo, provocados por estímulos fisiológicos. Os conhecimentos desenvolvidos por Freud trouxeram os sonhos para o campo da Psicologia e demonstraram que estes são tão somente a realização de desejos, disfarçados ou não, satisfeitos em pleno campo psíquico.

Podemos sintetizar a teoria psicanalítica dos sonhos da seguinte maneira:  a experiência subjetiva que aparece na consciência durante o sono e que, após o despertar, chamamos de sonho é, apenas, o resultado final de uma atividade mental inconsciente durante este processo fisiológico que, por sua natureza ou intensidade, ameaça interferir com o próprio sono.

Chama-se sonho manifesto a experiência consciente, durante o sono, que a pessoa pode ou não recordar depois de despertar.  Seus vários elementos são designados como conteúdo manifesto do sonho.  Os pensamentos e desejos inconscientes que ameaçam acordar a pessoa são denominados conteúdo latente do sonho.  As operações mentais inconscientes por meio das quais o conteúdo latente do sonho transforma-se em sonho manifesto, chamamos de elaboração do sonho.

2. Desenvolvimento

“O sonho é a estrada real que conduz ao inconsciente”. (FREUD, 1898 e1899). Antes de Freud, os sonhos eram considerados apenas símbolos, analisados como se fossem manifestações sobrenaturais. Quando Freud escreveu, então a sua obra-prima – “A Interpretação dos Sonhos”, e a partir da análise dos sonhos, mostrou que a essência dos sonhos é a realização de um desejo infantil reprimido e a partir daí elaborou bases do método psicanalítico. Por meio dessa análise, mostrou a existência do inconsciente e transformou algo que era tido pela consciência como o “limbo dos pensamentos”, no caso dos sonhos, em um forte instrumento revelador da personalidade humana. Constatou que os sonhos mostram uma óbvia preferência pelas impressões dos dias anteriores, ou seja, das mais primitivas da nossa infância, e fazem surgir detalhes desse período de nossa vida, que acreditávamos ter caído no esquecimento.

Para que aconteça a interpretação de um sonho é importante que não procuremos entendê-lo em sua totalidade em um primeiro momento, pois como é formado no inconsciente, existem fragmentos da realidade, logo vai parecer no primeiro momento, muito confuso. Ele deve ser dividido em partes, de acordo com o contexto vivido e assim vai sendo decifrado lentamente, sem adotar um critério cartesiano, pois o mesmo conteúdo pode guardar sentido diferente, variando de pessoa para pessoa ou situações diferentes.

O sonho é considerado o fenômeno da vida psíquica pelo qual os processos do inconsciente são revelados de uma forma clara e acessível ao estudo. Para Freud, o sonho é produto da atividade do inconsciente e sempre tem sentido intencional, ou seja, a realização, ou não, de um desejo reprimido. Assim eles vão revelando a natureza do homem e são meios os quais podemos ter acesso ao conhecimento do interior oculto da mente.

Carl Jung não reduz os sonhos à satisfação de desejos reprimidos no inconsciente pessoal, como o fez Freud. Ele os toma como mensageiros de complexos. Segundo ele, anexo a nossa consciência imediata existe um segundo sistema psíquico, de natureza coletiva, universal e impessoal, que se revela idêntico em todos os indivíduos.

“Pois a pesquisa psicológica mostra que o sonho é o primeiro membro de uma classe de fenômenos psíquicos anormais, da qual outros membros, como as fobias histéricas, as observações e os delírios, estão fadados por motivos práticos, a constituir um tema de interesse para os médicos”.  (FREUD, – 1898).

Os sonhos e as histéricas foram o sopro inicial para a psicanálise, com Freud. Em sua teoria, eles despertam atos, ideias, sentimentos, que ao dormir surgirão como um episódio onírico que se apresenta em enredos que apreciam nos sonhos, cujos personagens povoam nossa realidade, voltando-se para os objetos do dia a dia, e sendo sempre um amigo ou uma pessoa que nos desperta uma paixão. Os sonhos vão acontecendo até que um deles nos permita a interpretação do seu sentido e despertar do sonho ao qual estávamos mergulhados.

Existem critérios para determinar se estamos ou não sonhando, critério esse que está empiricamente ligado ao fato de acordarmos, assim, tudo que experimentamos enquanto dormimos e acordamos é ilusão até que nos percebemos deitados na cama. Tornar as imagens dos nossos sonhos reais é graças ao nosso hábito mental, assim a interpretação dos sonhos desvela, contudo, os conteúdos mentais, pensamentos, dados e experiências reprimidos ou recalcados, excluídos da consciência pelas defesas do ego e do superego e enviadas ao inconsciente. Já a parte do Id, com acesso impedido à consciência, é o que fica envolvido na origem das neuroses. Daí o interesse de Freud pelos sonhos, que se originam no fato de constituírem processos normais, mas atuantes na formação dos sintomas neuróticos.

Segundo Freud (A interpretação dos sonhos, p. ),existem quatro tipos de fontes de sonho: 1 – Excitação sensorial externa (objetivas, onde todo ruído indistintamente percebido provoca imagens oníricas correspondentes); 2 – Excitações sensoriais internas (subjetivas) dos órgãos dos sentidos; 3 – Estímulos somáticos internos (orgânicos) e 4 – Fontes psíquicas de estimulação: material importante para chegar ao inconsciente, muito necessário para o tratamento psicanalítico.

São diversas as causas para o esquecimento dos sonhos, geralmente esquecemos, e temos dificuldade de lembrar o que nos parece desordenado e confuso, não damos muita importância aos nossos sonhos, daí a facilidade de esquecimento.

“Pois o fato notável é que os sonhos extraem seus elementos não dos fatos principais e excitantes, nem dos interesses poderosos e imperiosos do dia anterior, mas dos detalhes casuais, dos fragmentos sem valor, poder-se-ia dizer, do que se vivenciou recentemente, ou do passado mais remoto. Uma morte na família, que nos tenha comovido profundamente e sob cuja sombra imediata tenhamos adormecido tarde da noite, é apagada de nossa memória até que, com nosso primeiro momento de vigília, retorna a ela novamente com perturbadora violência. Por outro lado, uma verruga na testa de um estranho que vimos na rua, e em quem não pensamos mais depois de passar por ele, tem um papel a desempenhar em nosso sonho…”.    (Hildebrandt (1875, 11)

Embora uma boa parte dos sonhos deva pertencer a um evento mental corrente, esse não é suficiente para produzi-lo, ele só se forma quando esse evento recente entra em contato com um impulso passado, quase sempre um desejo infantil. O que aparece na consciência durante o sono e que quando acordamos chamamos de sonho é o resultado de uma atividade mental inconsciente durante um processo fisiológico que interfere com o próprio sonho, que ao invés de acordar a pessoa sonha.

Nas crianças, os sonhos são frequentemente pura realização de desejos e são desinteressantes comparados aos adultos, pois não levantam problemas para serem solucionados, contudo são importantes para provar que representam realizações de desejos.

Existem sonhos que têm como tema central a frustração de um desejo ou algo claramente indesejado, esses sonhos podem ser elaborados quando um paciente se encontra em um estado de resistência ao analista ou está relacionado a um componente masoquista na constituição sexual de muitas pessoas, pois os sonhos desprazeirosos são realizações de desejos, pois satisfazem suas inclinações masoquistas. Já os sonhos de angústias se originam da vida sexual e corresponde à libido que se desviou de sua finalidade e não encontrou aplicação, ou seja, um desejo recalcado encontrou um meio de fugir à censura. Já o sonho recorrente é quando o sujeito teve, pela primeira vez, o sonho na infância e depois ele reaparece constantemente, de tempos em tempos, nos sonos adultos. Os que ocorrem com situações de morte, de parentes queridos encontramos a situação extremamente incomum de um pensamento onírico formado por um desejo recalcado, no caso da morte, que foge inteiramente à censura e passa para o sonho sem modificações.

As fontes somáticas de estimulação durante o sono, a menos que sejam de intensidade comum, desempenham na formação dos sonhos o mesmo papel das impressões recentes deixadas pelo dia anterior, ou seja, são introduzidas para ajudar na formação de um sonho caso se ajustem apropriadamente ao conteúdo de representações derivados das fontes psíquicas do sonho, mas não de outra forma. Assim podemos explicar que, o fato de o conteúdo onírico resultado de estímulos somáticos de intensidade não incomum, deixa de aparecer nos sonhos.

O fenômeno da distorção dos sonhos acontece quando temos um sonho e não queremos interpretá-lo ou lembrá-lo, porque estamos tentando esconder ou não queremos enfrentar algo que não está muito bem resolvido em nós, ou seja, está recalcado em nosso inconsciente. Podemos reconhecer que os sonhos recebem sua forma em cada ser humano, mediante a ação de suas forças psíquicas e que uma dessas forças constrói o desejo que é expresso pelo sonho, enquanto outra exerce uma censura sobre esse desejo onírico, e através dessa censura carrega forçadamente uma distorção do desejo.

Os sonhos, em sentido teórico, possuem três entidades distintas: o sonho manifesto, os pensamentos oníricos latentes e o funcionamento do sonho. Tudo que o paciente recorda e relata como sonho, sonho manifesto, é uma mensagem que exige decifração. As ideias e os sentimentos, subjacentes ao sonho, muitos pertencentes ao presente, outros do passado, alguns pré-conscientes outros conscientes, é o chamado conteúdo latente. Já os pensamentos latentes dão origem ao sonho manifesto.

O conteúdo latente é a parte mais importante do sonho, pois nele, está toda a significação de desejos, problemas, neuroses e até predisposições psicóticas. Chamamos de elaboração do sonho essas operações mentais inconscientes as quais o conteúdo latente se transforma em sonho manifesto. Todo esse processo responsável por essas transformações, Freud considerava a parte essencial da atividade onírica, e é o funcionamento do sonho. O que se torna claramente compreensiva, para comparar o conteúdo do sonho com os pensamentos oníricos é que ali se efetuou um trabalho de condensação em larga escala. Os sonhos são curtos, insuficientes em comparação com a riqueza dos pensamentos oníricos, se formos escrever um sonho, talvez ocupe uma meia página, já os pensamentos oníricos ocupariam até oito ou doze vezes mais espaço.

“Não há dúvida de que, juntamente com a psicologia dos sonhos, os médicos terão algum dia, de voltar sua atenção para uma psicopatologia dos sonhos”. (FREUD, 1898 ).

O sonho pode tornar-se um veículo de oposição à análise. O analista não deve se sentir perdido quando o sonho for relatado tardiamente, para que possa ser abordada na sessão, sua transferência positiva ou negativa, pode converter-se em uma fonte de resistência obstinada. Quanto mais o paciente aprende da prática da interpretação dos sonhos, mais obscuros seus sonhos posteriores vão se tornando.

3. Considerações Finais

“O sonho é o fiel guardião da nossa saúde psíquica, da nossa alegria de viver, uma vez que a vida não passa de uma contínua procura do prazer, contrariada pela realidade”. (Teoria do Princípio do Prazer). As pessoas que não sonham quando analisadas apresentam recalques profundos, ou até possuem problemas estruturais graves, são psicóticas, daí serem de difícil análise.

Ao analisarmos o assunto abordado, vimos que tem sido demonstrado, por pesquisadores do sono e do sonho, que todas as pessoas sonham regularmente durante todo seu período de sono. Por isso dizemos que “o sonho é o guardião do sono”. O sonho é o fiel guardião da nossa saúde psíquica. A psicanálise, por sua vez, não aceita essa tese tão simplista, segundo ela, o sonho é um meio pelo qual a inconsciente procura alertar a consciência para o que ela não percebe ou não quer aceitar e tenta equilibrar a psique.

Caso pergunte-se se é possível interpretar todos os sonhos, a resposta deve ser negativa. Não se deve esquecer que, na interpretação de um sonho, têm-se como oponentes as forças psíquicas que foram responsáveis por sua distorção.

Pelo que vimos em nossa pesquisa, o diálogo entre a Psicanálise e a Psicologia sobre os sonhos pode ser bastante vantajoso, pois proposições da Psicologia têm inspirado e guiado a Psicanálise, e achados da Psicologia têm sido úteis para um maior refinamento da teoria psicanalítica. Além disso, os sonhos, e a mais importante das psicoses, a esquizofrenia, possui diferenças marcantes do ponto de vista fenomenológico: enquanto os sonhos são constituídos por imagens visuais, na esquizofrenia, predominam as alucinações auditivas, sendo bem mais raras as visuais. E não se pode esquecer que Freud reconheceu a existência de exceções à sua regra: os sonhos repetitivos pós- traumáticos.

A partir de nossa investigação, entendemos os sonhos como expressão simbólica do processo vital e têm implicações profundas e elevadas para o físico e para o espiritual, para o corpo e para a psique. Ele pode ser um aliado valioso para a compreensão dessas ligações. Pode constituir, assim, uma chave preciosa para o nosso autoconhecimento e bem estar.

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